Exploração e Produção

 

Blocos 15 & 17

As descobertas em águas profundas no Bloco 17 e nos Blocos vizinhos (Blocos 14, 15 16) marcam o ponto de virada da produção de petróleo em Angola. Em 1996 com a descoberta do poço Girassol (no Bloco 17) em águas profundas, Angola deixou de ser um simples produtor médio de petróleo para se tornar num dos pontos principais para busca de novas reservas.

O Girassol, poço do Bloco 17

Com a entrada em produção do Girassol, os indíces de sucesso não param de crescer. Uma tendência que se prevê contínua para os próximos anos, a medida que mais poços em águas profundas são descobertos e entram em produção.

Até agora as descobertas em águas profundas da costa Atlântica Angolana, têm alcancado indíces de sucesso de 80%. No Bloco 17, encontrou-se petróleo em todos poços ali perfurados - Rosa, Dália, Orquídea, Jasmin, Tulipa e Girassol.

Em 2001 a produção de petróleo em Angola estava abaixo de um (1) milhão de barris por dia (bpd), em final de 2005 a produção média chegou as 1,4 milhões bpd e no primeiro trimestre de 2008 dever-se-á produzir dois (2) milhões bpd. Para 2010 prevêe-se a produção média de três (3) milhões bpd.

Com o avanço da tecnologia para perfuração em alto-mar e com o sucesso dos Blocos 15 e 17, actualmente as concessões já não são denominadas "águas profundas" mas sim "águas ultra-profundas" - o que significa profundidades para além dos dois (2) mil metros.

Os Blocos de águas ultra-profundas são os numéros 31 à 34. As descobertas de reservas, estimadas em pelos menos oitocentos (800) milhões bpd, nos Blocos 31 e 32 fazem com que, no hemisfério sul, Angola passe a ser um maiores produtores de petróleo nos próximos 15 anos.

Para saber mais sobre a localização dos Blocos veja o mapa das concessões.

Herança geológica


O litoral Angolano é composto pelas bacias sedimentárias do Namibe e dos rios Congo e Kwanza. Mas até ao presente somente as bacias do Congo e do Kwanza produziram reservas petrolíferas em quantidades comerciáveis.

Após o insucesso obtido nos Blocos 09, 21, 22 e 25 a região sul continua inexplorada. Motivo para o qual também contribui a não descoberta de petróleo nas perfurações feitas ao largo da costa da Namibia - país ao sul de Angola.

Não obstante o insucesso na região sul, os engenheiros do departamento de geologia da Sonangol acreditam que nem tudo está perdido em relação aos Blocos do sul. Pesquisas e analíses dos Blocos na bacia do Namibe estão a ser conduzidos e os nossos engenheiros crêm que ainda se poderão ter agradáveis surpresas de produção comercial na região sul.

Todavia, tendo em conta os resultados obtidos até à data, é evidente que em termos geológicos os Blocos a norte do país são mais favorecidos que os Blocos no sul.

Um exemplo claro é o Bloco 0, sito ao largo de Cabinda a norte da foz do rio Congo. A chave do sucesso em descobertas comerciais neste bloco crê-se estar ligada a sua proximidade com a foz do Congo. Analizando o mapa de concessões pode-se deduzir que as maiores descobertas derivam de poços perto da foz do Congo. Isto porque os vastos depósitos de matéria vegetal ao longo dos milénios, eventualmente originou o petróleo que hoje se encontra ao largo de Angola.

Por esta razão há um interesse maior em concessões em blocos situados além das descobertas actuais ao largo da bacia do Congo.