Exploração e Produção

 
Recolha de amostra de petróleo.

A actividade de prospecção e pesquisa de Hidrocarbonetos iniciou-se em Angola em 1910. Nesse ano foi concedida à Companhia Canha & Formigal, uma área de 114,000 km2 no Offshore na Bacia do Congo e na Bacia do Kwanza, sendo o primeiro poço perfurado em 1915.

A Pema (Companhia de Pesquisas Mineiras de Angola) e a Sinclair (E.U.A.) estiveram também envolvidas, desde cedo, na atividade de prospecção e pesquisa em Angola. Após breve paragem, em 1952 reiniciou-se a actividade, com a concessão à Purfina da mesma área adicionada à sua extensão na Plataforma Continental em 1955.

Ainda em 1955 ocorreu a primeira descoberta comercial de petróleo, feito da Petrofina no vale do Kwanza. Em parceria com o governo colonial a Petrofina criou a Fina Petróleos de Angola (Petrangol) e construiu a refinaria de Luanda para processamento do crude.

Em 1962 foi efetuado o primeiro levantamento sísmico do Offshore de Cabinda pela Cabinda Gulf Oil Company (CABGOC) e em Setembro desse ano surgiu a primeira descoberta.

Em 1973 o petróleo tornou-se a principal matéria de exportação. Em 1974 a produção chegou aos 172.000 bpd, o máximo do período colonial.

Em 1976, a produção total rondava os 100.000 bbl/d e era proveniente de três áreas: Offshore de Cabinda, Onshore do Kwanza e Onshore do Congo.

Durante o período 1952-1976, foram realizados 30,500 km de levantamentos sísmicos, perfurados 368 poços de prospeção e pesquisa e 302 poços de desenvolvimento. Nesta fase foram descobertos um total de 23 campos, dos quais três na faixa Atlântica.

A exploração em águas profundas começou em 1991 com a adjudicação do Bloco 16, a que seguiram os Blocos 14, 15, 17, 18 e 20.

Desde 1990 foram perfurados em Angola mais de 200 poços exploratórios e de pesquisa. No começo de 2000 havia um total de 29 Blocos sob licença em terra e na faixa Atlântica. As licenças estavam atribuidas à 30 companhias 14 das quais eram operadoras.

A primeira plataforma do modelo FPSO (Flutuante de Produção, Armazenagem e Escoamento) no offshore Angolano, foi usada no projeto Kuito do Bloco 14 e, entrou em produção em Dezembro de 1999. Desde Agosto de 2003 a maior plataforma, do modelo FPSO, do mundo é usada no projeto Kizomba A no Bloco 15. Projetos nos Blocos 17 e 18 também fazem uso do mesmo tipo de plataforma.

Para terminar com a queima de gás resultante da exploração petrolífera e também para se ter uma fábrica de produção de petroquímicos local, está a ser construida uma fábrica de condensação de gás natural que produzirá gás de petróleo liquefeito (GPL). Estima-se que a mesma entre em produção em 2015.

Com as várias descobertas na faixa Atlântica Angolana Angola tornou-se num dos principais produtores de petróleo no continente Africano. A aposta em novas tecnologias para exploração em águas profundas e ultra-profundas tem tornando a indústria petrolífera Angolana pioneira a nível mundial.