Exploração e Produção

 
A primeira licença de consessão para a prospeção e pesquisa de hidrocarbonetos em Angola data de 1910 e foi concedida à firma Canha & Formigal, tendo como operadora a companhia Pesquisas Mineiras de Angola (PEMA). Esta concessão cobria uma área de 114,000 km2 e compreendia a totalidade da parte terrestre das zonas sedimentares do Congo e do Kwanza, localizadas entre as actuais cidades do Soyo, a Norte, e do Sumbe, a Sul.

O primeiro poço perfurado nesta concessão foi o Dande n.º1, situado na margem esquerda do rio com o mesmo nome e teve início a 25 de Março de 1915, tendo atingido a profundidade de 602 metros sem quaisquer resultados positivos. A primeira descoberta comercial de petróleo veio a acorrer 40 anos mais tarde, em 1955, embora com proporções relativamente modestas na zona denominada na altura como ‘Jazigo de Benfica’. Esta área fica na Bacia do Kwanza, nas proximidades da cidade de Luanda, a descoberta foi um feito da Missão de Pesquisas de Petróleo, uma subsidiária do Grupo Belga Petrofina ou Purfina.

Em Julho de 1961, no prosseguimento dos trabalhos iniciados pela Missão de Pesquisas, a então companhia operadora Petrangol descobriu o primeiro jazigo de dimensão importante, o Campo de Tobias, na região de Cabo Ledo, que não só garantiu a auto-suficiência de Angola, em termos de petróleo bruto como também conseguiu destruir definitivamente o ceticismo de muitos relativamente à existência do precioso ‘ouro negro’ no subsolo angolano.

O onshore actual
Actualmente, o onshore angolano é composto pelas partes terrestres das Bacias do Congo, Kwanza, Benguela, Namibe e pelas Bacias interiores de Kassanje, Okawango e Owango. Na fase actual, a única bacia em produção é a do Baixo Congo, da parte terrestre do Congo, também denominada área do Soyo.

A Bacia do Congo encontra-se em fase plena de exploração, estando dividida em dois blocos: o Cabinda Norte, cujo operador é a Sonangol Pesquisa & Produção, e o Cabinda Sul, que tem a Rakoil como operador.

A zona do Soyo tem sido operada pela companhia francesa Total. Porém, brevemente, toda sua operação será transferida para uma empresa angolana, a Somoil, assegurando como parceiro técnico de relevo a Sonangol P&P. Na Bacia do Kwanza foram admitidos a concurso público, em 2007, para licenciamento dois novos Blocos o 11 e o 12 e foram feitos estudos de exploração, estando prevista a realização, pela Sonangol, de trabalhos de sísmica 2D.

Concernente às Bacias de Benguela e do Namibe, desenvolvem ambas trabalhos de exploração, sobretudo, trabalhos de campo, recolha de amostras e reconhecimento geológico.

Nas Bacias interiores de Kassanje, Okawango e Owango iniciaram-se m 2006 os estudos de reconhecimento geológico, estando agora em curso estudos aerogravimétricos em cerca de 100,000 Km2, ou seja, em toda extensão das bacias, com o objectivo de se analisar o potencial dos mesmos em termos de produção. De realçar que, segundo o Director de Exploração da Sonangol, Severino Cardoso, “Angola dispõe de um enorme potencial também no onshore”.

Aguarda-se para breve a divulgação da política de exploração que deverá ser seguida na actividade de exploração petrolífera em terra, uma vez que estão agora criadas as condições, quer da parte do Governo quer da Sonangol, para se intensificar a exploração no onshore com vista à exploração efetiva de todo o seu potencial produtivo e, consequentemente, económico.