Exploração e Produção

 
Cada empreitada em E&P requer perícia no trabalho.

A exploração de petróleo em Angola é feita principalmente em alto-mar em profundidades superiores a 1,200 metros, razão pela qual a maioria dos operadores no mercado angolano usa tecnologia de ponta para exploração de hidrocarbonetos. Pelos custos elevados – cada poço em águas profundas custa entre 20 a 50 milhões de dólares dos E.U.A – para se efectuar cada empreitada arriscada do género, requer da empresa contratada poder financeiro, experiência sobre prospeção, planejamento antecipado e cuidados e perícia no trabalho a ser desenvolvido a posterior. Foi a combinação de factores como a inovação na tecnologia e na engenharia e a perícia dos operadores que deu resultados, espectaculares à todos os níveis, na exploração dos Blocos 15, 17 e 18.

O Bloco 15, localizado acerca de 370 km a Noroeste de Luanda, tem os seus reservatórios 500 à 2,000 metros abaixo do leito oceánico ,em profundidades que rondam entre os 700 e os 1,500 metros. As áreas de desenvolvimento neste Bloco tem os seus poços bombeados para as FPSO Kizomba A e Kizomba B cuja produção combinada é de cerca de 500,000 bpd.

O Bloco 17, que tem 15 descobertas comerciais, fica sito a 135 km da costa Angolana e a sua lâmina de água varia entre 1,200 e 1,500 metros. Deste bloco constam quatro áreas principais: Girassol (que inclui os campos Rosa e Jasmim), Dália - estas áreas ambas em produção - Pazflor e CLOV (que representa Cravo, Lírio, Orquídea e Violeta). A produção das duas últimas áreas será superior aos mais de 500,000 bpd bombeados dos campos Girassol, Rosa e Dália.

Dália começou a produzir em Dezembro de 2006 com uma FPSO – uma das maiores do mundo - que leva o seu nome; seis meses depois, em Junho de 2007, entrou em produção o Rosa que esta interligado a FPSO Girassol. O campo Rosa está apenas a 15 km da FPSO Girassol. Rosa é o primeiro campo de águas ultra-profundas e com tamanhas proporções a estar ligado a uma plataforma remota nesta profundidade de água. O crude do Rosa manterá o nível de produção da FPSO nivelada em 250,000 bpd até ao princípio da próxima decada.

O Bloco 18 está localizado a 160 km a Nordeste de Luanda, em profundidades rondando os 1,450 e os 1,200 metros o desenvolvimento dos 5,000 km2 deste bloco incluem os campos Gálio, Crómio, Paládio, Cobalto e Plutónio.

A prospecção do petróleo bruto no campo Grande Plutónio começou no dia 1 de Outubro de 2007e consiste em 43 poços – dos quais 20 produtores, 20 injectores de água e 3 injectores de gás. A sua estimativa de produção é de 200,000 bpd de crude com baixo teor de enxofre e de média densidade, uma quantidade que coloca a produção diária em Angola mais próximo do objectivo de 2 milhões barris por dia.

Ligar poços e FPSOs
Ligar um poço a uma FPSO é um processo intrincado, que é feito sob um rigoroso e complexo processo de segurança, o qual requer tempo e muita mão de obra.

O campo Rosa está ligado a FPSO Girassol por 64 km de condutas isoladas para produção continua. Para construção da conduta foram necessárias 5,600 toneladas de módulos e equipamentos especiais que foram transportadas para o local, 200 km a Noroeste de Luanda, e montadas a bordo da FPSO. Esta fase causou interrupções mínimas para a produção normal dos campos Girassol e Jasmim que já estavam em produção.

A FPSO Grande Plutónio está ligada ao reservatório de desenvolvimento e aos poços através do maior sistema submarino em águas profundas que inclui uma única torre de elevação com 1,258 metros – a mais longa do género no mundo inteiro.​