Refinação e Comercialização

 
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Breve História da Refinaria de Luanda
As primeiras instalações destinadas à refinação de petróleo foram inauguradas em Maio de 1958, numa área de 170 hectares, no bairro que viria a chamar-se Pet​rangol, a cerca de 14 quilómetros do centro da cidade e a escassos metros do Farol das Lagostas[Nor​te da Baía de Luanda].​​

Angola
57 Anos de Refinação


Foi então criada a Companhia de Petróleos de Angola, filial do Grupo Belga Petrangol, cuja parte de refinação possuía na altura uma capacidade instalada de 100.000 toneladas métricas/ano, com o objectivo de abastecer o mercado angolano de combustíveis.Cada empreitada em E&P requer perícia no trabalho.

 

Em 1981, ano de guerra intensa em Angola, as suas instalações viveram o primeiro acto de sabotagem, levado a cabo pelo então exército racista sul-africano, acção que se deu concretamente nas Unidades 550 e 600 [topping] no parque de armazenagem, e que provocou a destruição de seis[6] tanques e de uma[1] esfera de LGP, tendo originado um incêndio de grandes proporções. Todavia, a fábrica não deixou de operar.

A 27 de Outubro de 1982, a então Petrangol, detentora da Refinaria de Luanda, foi adquirida pela empresa petrolífera Fina, passando a designar-se Fina Petróleos de Angola.

 

Entretanto, em 1987, uma outra sabotagem do exército sul-africano à Refinaria não causou grandes danos, pois o perímetro das instalações já se encontrava minado, como medida de segurança, tendo um dos assaltantes accionado um dos engenhos, o que desencorajou os restantes que se puseram em debandada, sem êxito.

 


 

 

Em 1991, voltou a registar-se uma nova tentativa de destruição de fábrica, desta feita no âmbito da guerra civil que se instalou no país. Todavia, o acto não causou qualquer tipo de danos à Refinaria.
 

Em Junho de 1999, a companhia petrolífera Total adquiriu parte das participações desta unidade fabril, passando a gerir, juntamente com a Fina Petróleos de Angola [consórcio Total/Fina], a Refinaria de Luanda.

 

Em Fevereiro do ano de 2000, a Elf consegue adquirir algumas acções e junta-se ao negócio de refinação em Angola, em parceria com a Total e a Fina - Total Fina Elf. Poucos anos depois, concretamente em Maio de 2003, a Total compra a totalidade das participações das outras companhias e passa a gerir o negócio como única detentora da Refinaria. ​​

Finalmente Julho de 2007, atendendo à natureza estratégica desta unidadde fabril, a única Refinaia do país, a Sonangol adquiriu a totalidade das acções da então proprietária Total, no intuito de co,pletar a sua cadeia de negócios, adoptando a designação de Sonangol Refinaria de Luanda e passando a ser uma subsidiária da Sonangol EP. A partir de então, a Refinaria passou a ser gerida, pela primeira vez, por angolanos.
 

Em 2012, a Refinaria de Luanda passou a integrar, como a subsidiária, a Sonaref, que passou a ser a subsidiária da Sonangol EP e sub-holding do negócio de refinação.
Relativamente ao seu crescimento, graças às sucessivas ampliações e à sua adaptação à evolução do mercado, a Refinaria pode atingir a actual capacidade de tratamento de 2.800.000,00 toneladas métricas/ano, ou seja, cerca de 57.000,00 barris por dia.


Os combustíveis produzidos são expedidos a partir da Refinaria, por terra e por mar, através de uma rede de pipelines e sealines, para a Sonangol Distribuidora, que garante a sua distribuição e comercialização.


Actualmente, a Refinaria utiliza Ramas de origem angolana, como a Palanca, Soyo, Nemba, Kuito.   ​​